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27 julho, 2026

VIDA E OBRA DE ERNESTO GUERRA DA CAL PROGRAMA N.º 21, 5.ª F, 23-VII-2026

EÇA DE QUEIRÓS

VIDA E OBRA DE ERNESTO GUERRA DA CAL PROGRAMA N.º 21, 5.ª F, 23-VII-2026

ADVERTÊNCIA: NO PROGRAMA COMEÇAMOS A FALAR NO MINUTO 5' e 58''.

«La seleccion NACIONAL espanhola de futbol campeona del mundo»: Destacamos a maré de fanatismo espanhol que o alaga tudo promovido para banho de massas da monarquia e o monarca. O termo NACIONAL espanhol nega o nacional galego; é um conceito antagónico com o nosso ser nacional. A seguir comentamos o artigo publicado em Nós Diário de Jacobe Ferreiro, pseudónimo do historiador José Ramão Ermida Meilão que enuncia assim o antagónismo nacional espanhol com o nacional galego: A Galiza que o fascismo não deixou ser. O fascismo não permitiu o ser da Galiza, genocidou o seu ser durante 90 anos e ainda continua. Foi um genocídio inédito na história do País e a nós foi-se-nos a cabeça para o Sempre em Galiza (Akal) onde Castelão escreve na pag. 390 «Por efeito das levas a população da Galiza baixou em 15 anos (1628-1643) de cento e vinte e cinco mil famílias a oitenta mil. Quarenta e cinco mil famílias desaparecidas! Um terço da população galega desaparecida em 15 anos. Descreve com rigor as consequências do genocídio franquista sobre o povo galego e a sua permanente resistência ao opressor. Segundo o autor, após 90 anos a estrutura do poder derivada de aquele genocídio mantem-se intacta nas suas questões fundamentais: Os descendentes dos vitimários perpetuam-se à fronte dos grandes poderes do Estado, Exército, judicatura, estruturas empresariais. As sequelas do genocídio de 1936 em que quiseram matar um país chegam até hoje.

Denunciamos o ato de exaltação do nacional-catolicismo franquista em que tornaram a celebração do Dia do Carmo, Armada, Presidente da Junta, Rueda, Autoridade Portuária e o Bispo. O caso de Rueda tem especial gravidade por ser Presidente da Junta da Galiza num Estado aconfesional com todas as despesas dos intensos fastos religiosos católicos pagadas com verbas públicas. O caso do Almirante um contumaz ativista político em favor do franquismo que teria de ser demitido. O caso do Bispo lembra Franco sob pálio a ser abençoado pela cúria genocída.

A vinda a Ferrol da Fiscal Dolores Delgado dou para fazer uma pequena história das atividades em Ferrol para julgar e condenar o genocídio franquista com as insuficiências que se perpetuam até hoje: Não investigar a presença nazi em Ferrol e na Galiza. Negar a denominação de genocídio às atrocidades franquistas. Não elaborar uma listagem dos genocídas para serem julgados e condenados como os do Tribunal Militar Internacional de Nuremberga. A Lei de Memória Democrática tem graves insuficiências e continua o passo do tempo sem os familiares das vítimas do genocídio recuperarmos os seus restos nas valas comuns do Cemitério de Serantes e outros.

Reclamamos no Dia da Pátria, a pátria de Castelão, isto é: Galiza, Portugal, O Berço, A Seabra e o Ocidente de Astúrias. Os territórios que integram a «nação natural» que ele defende REUNIFICAR, fazendo especial fincapé na REUNIFICAÇÃO DA GALIZA E PORTUGAL como durante a sua vida defendeu Ho Chi Minh, A REUNIFICAÇÃO DO VIET NAM.

Continuamos com a obra de EGDC lendo a recensão que ele fez acerca de Eça de Queirós e de Fialho de Almeida. EGDC também foi pioneiro em trabalhar como galego a literatura portuguesa que ele considerava literatura galega. Estamos a falar de 1947, em Nova Iorque, em que o seu trabalho em inglês foi por nós traduzido sem que saibamos de mais ninguém que o traduzisse.

Tudo acompanhado da música do Zeca Afonso do Album Ao vivo no Coliseu.



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