| Rafael Aguirrebengoa Esnaola |
«O galego, língua nacional… ou língua autonómica?» de Francesco Traficante Peláez e «O Portão Verde» de Lourenço Alvárez foram os trabalhos premiados pelo Concelho de Ferrol no XXII Prémio Carvalho Calero de investigação Linguística 2025; os dois foram publicados em livros por Edicions Laiovento. Comparamos o investimento do Concelho de Ferrol e da Junta da Galiza no espanhol do falangista Torrente Ballester, colaborador do genocídio franquista, com o investimento em Ricardo Carvalho Calero, combatente antifranquista, concluindo que a sua prioridade não é a língua e a cultura galega mas a língua e a cultura espanhola e falangista. Nesta comparação alastramos para a figura de Ernesto Guerra Da Cal para afirmar a rigorosa CENSURA E SILENCIAMENTO ao que submetem a sua figura, a sua vida e a sua obra.
Denunciamos a punição a que a Junta de Galiza submete a FEGDC por empregarmos a ORTOGRAFIA secular da nossa língua, a do português, que nos obriga a fazer um grande investimento de dinheiro para nos defender da sua imposição do espanhol ou galego da RAG, tendo que acudir aos tribunais espanhóis conluiados com ela que também punem a nossa «ousadia» – 1500 € de coima.
Criticamos o cinismo nazista de Rueda num artigo publicado no Diário de Ferrol, «Nós ao nosso» pressumindo de defender a nossa língua e cultura aquando ele fala permanentemente em espanhol no exercício das suas funções como Presidente da Junta. Foi até abençoado pelo Bispo em Ferrol nesse exercício de pio falar espanhol.
Também comentamos um interesante artigo de Luís Bará publicado em Nós Diário acerca da atividade promovida por ele como Diretor-geral de Cultura durante o Governo de BNG-PSOE no relativo à memória democrática e à resistência antifascista da Galiza, da que salientamos que define ao PP como «os herdeiros biológicos e ideológicos do franquismo» e o golpe de 1936 como «o início da repressão que aniquilou a melhor geração da nossa história e destruiu os sonhos de liberdade da Galiza – vejam que não utiliza a palavra GENOCÍDIO». Salientamos a declaração do ano 2006 como Ano da Memória, o Barco da Memória, o projecto «Os Nomes, as Vozes e os Lugares e manifestamos o que, em nossa opinião faltou e continua a faltar: Financiar assistência jurídica às vítimas e familiares para apresentar em cada julgado da Galiza demandas contra o genocídio nazi-franquista; ocultar que em Vigo estava sediada a Legião Côndor e a presença diretora dos hitlerianos na Base Naval de Ferrol; esquecer o papel dos cabos e as guarnições dos barcos da Armada republicana em Ferrol para derrotar o Plano golpista de Mola. Não fazer homenagem a Francisco Martínez Leira, «Pancho», no Cemitério de Meã com o Barco da Memória atracado em Mugardos a dez minutos de distância. Também somos do parecer de que a Ilha de São Simão não é o melhor lugar para a mobilização maciça do proletariado e do povo galego precisa para julgar e condenar os genocídas em listagem elaborada pela investigação pertinente – grave carência que não se rectifica.
No relativo à vida e a obra de EGDC demos leitura à suas recensões da literatura portuguesa com Abílio Guerra Junqueiro, Jaime de Magalhães Lima e Wenceslau de Sousa Morais.
Acabamos o programa a comentar o ato contra o genocídio do Marquês da Ensenada e Fernando VI contra o povo cigano e apelamos para assitir.
Tudo acompanhado da música e a poesia do Zeca Afonso do seu Album Ao vivo no Coliseu.


