VIDA E OBRA DE ERNESTO GUERRA DA CAL PROGRAMA N.º 20, 5.ª F,
16-VII-2026
Comentamos
a sentença condenatória do irmão de Pedro Sanchez, David Sanchez
Perez-Castrejon, resultado de demanda de PP-Vox e satélites
afirmando o que outros publicaram: Quem prevaricou foram os que
ditaram a sentença, impunes. Mais um ato golpista do fascismo que
quer a derrocada de Sanchez sem que este reaja com uma Lei
Anti-fascista que desorganize e acabe Vox-PP, apoiando-se no
proletariado organizado em milícias armadas de ambos sexos para a
tomada do poder do Estado, revolução socialista e liberdade das
nações oprimidas particularmente a Galiza UNIDA a Portugal.
Comparamos
com Azanha através de uma foto de 10-V-1936 acompanhado de Franco e
Mola que tinham já determinado o golpe para EXTERMÍNIO dos «rojos»
republicanos. Uma vez iniciado o golpe, a negativa dos Governos
republicanos a armar o proletariado e o povo é derrotada e
derrocados os Governos para o proletariado armado tomar o poder em
diferentes cidades, e nações oprimidas. A tomada de Ferrol pelos
golpistas significou não só o genocídio do povo galego mas também,
com o apoio imediato de Hitler, a derrota e genocídio do
proletariado e das forças republicanas, significou quarenta anos de
ditadura franquista e cinquenta de ditadura franquista sem Franco.
O
Plano da Língua Galega apresentado pela Junta de Rueda, ontem dia
15-VII-2026 foi notícia. Jacobe Ferreiro em Nós Diário escreve: O
conflito linguístico cinquenta anos depois e referência o livro de
Francisco Rodrigues de 1976, «Conflito linguístico e ideoloxia na
Galiza» atribuindo-lhe determinados méritos. Omite que o livro foi
publicado para tomar posição contra as teses de Rodrigues
Lapa-EGDC, isto é, tomar partido por Ramão Pinheiro que escrevia
contra essas teses em 1973. A colisão entre as duas ideias acerca do
galego, galego-português ou galego-espanhol, começam com virulência
nesse momento e chegam até nós sem que seja assumida socialmente a
identidade do galego e o português, nomeadamente a ORTOGRAFIA. A
sintese a respeito poderia ser 50 anos empregando a ORTOGRAFIA
espanhola contra a ORTOGRAFIA do galego empregue durante séculos e
que felizmente cada vez mais pessoas e organizações usam.
Rebelamo-nos
contra José Luís Garcia e Nós Diário porque as patranhas do
primeiro publicadas pelo segundo a respeito de Joham Fernandes de
Andeiro, devem ser denunciadas e não toleradas em qualquer jornal.
João Fernandes de Andeiro dedicou a sua vida e a sua morte para a
REUNIFICAÇÃO DA GALIZA E PORTUGAL que foi conseguida sob o rei de
Portugal D. Fernando, aclamado e apoiado pela nobreza galega. O
ataque, invasão e ocupação da Galiza e Portugal do usurpador
Henrique de Trastámara e as Companhias Brancas, obrigou ao EXÍLIO
em Portugal de uma boa parte da nobreza galega. O assassinato do
Andeiro, foi um crime político parece que motivado pelo seu empenho
em unir a Galiza com Portugal que o bando emergente do Mestre de
Avís, num Portugal invadido e ocupado, não queria; queriam dar VOZ
por Portugal e por São Jorge face a Galiza castelhana e por
Santiago. No período das vitórias de Atoleiros e Aljubarrota, esta
graças à aliança inglesa, lavrada pelo conde de Andeiro ou conde
de Ourém, Nuno Alvares Pereira está a atravessar o Minho para a
tomada de Compostela e portanto da Galiza aquando o Mestre de Avís o
chama a Braga. Os daninhos patranheiros de ortografia espanhola
colidem com o pensamento e a obra de Castelão.
Falamos
do Congresso Internacional acerca da guerrilha galega em O Entrimo para
janeiro de 2027 organizado pelo Comité pela Memória Democrática do
Vale do Lima e do interesse que tem. Destacamos o facto da presença
da Legião espanhola no Sul de Ourense e na Seabra para acabar com a
guerrilha, segundo Harmut Heine, que também afirma os refúgios da
guerrilha baixo os rios, vinte anos antes do que os guerrilheiros
vietnamitas.
Enlaçamos
com o Congresso Internacional a Resistência da Galiza ao Franquismo
realizado em Ferrol em 2007 do que limos o programa porque achamos
que embora os anos passados tem muita atualidade. Acabamos o programa
falando da atividade de EGDC como agente secreto ao serviço da
República, integrando o SIM do Exército Popular da República.
Tudo
acompanhado da música do Zeca Afonso do Album Fura-Fura de 1979.