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| Rafael Aguirrebengoa Esnaola |
VIDA E OBRA DE ERNESTO GUERRA DA CAL PROGRAMA N.º 22, 5.ª F,
30-VII-2026
«O
galego, língua nacional… ou língua autonómica?» de
Francesco Traficante Peláez e «O Portão Verde» de Lourenço
Alvárez foram os trabalhos premiados pelo Concelho de Ferrol no XXII
Prémio Carvalho Calero de investigação Linguística 2025; os dois
foram publicados em livros por Edicions Laiovento. Comparamos o
investimento do Concelho de Ferrol e da Junta da Galiza no espanhol
do falangista Torrente Ballester, colaborador do genocídio
franquista, com o investimento em Ricardo Carvalho Calero, combatente
antifranquista, concluindo que a sua prioridade não é a língua e a
cultura galega mas a língua e a cultura espanhola e falangista.
Nesta comparação alastramos para a figura de Ernesto Guerra Da Cal
para afirmar a rigorosa CENSURA E SILENCIAMENTO ao que submetem a sua
figura, a sua vida e a sua obra.
Denunciamos
a punição a que a Junta de Galiza submete a FEGDC por empregarmos a
ORTOGRAFIA secular da nossa língua, a do português, que nos obriga
a fazer um grande investimento de dinheiro para nos defender da sua
imposição do espanhol ou galego da RAG, tendo que acudir aos
tribunais espanhóis conluiados com ela que também punem a nossa
«ousadia» – 1500 € de coima.
Criticamos
o cinismo nazista de Rueda num artigo publicado no Diário de Ferrol,
«Nós ao nosso» pressumindo de defender a nossa língua e cultura
aquando ele fala permanentemente em espanhol no exercício das suas
funções como Presidente da Junta. Foi até abençoado pelo Bispo em
Ferrol nesse exercício de pio falar espanhol.
Também
comentamos um interesante artigo de Luís Bará publicado em Nós
Diário acerca da atividade promovida por ele como Diretor-geral de
Cultura durante o Governo de BNG-PSOE no relativo à memória
democrática e à resistência antifascista da Galiza, da que
salientamos que define ao PP como «os herdeiros biológicos e
ideológicos do franquismo» e o golpe de 1936 como «o início da
repressão que aniquilou a melhor geração da nossa história e
destruiu os sonhos de liberdade da Galiza – vejam que não utiliza
a palavra GENOCÍDIO». Salientamos a declaração do ano 2006 como
Ano da Memória, o Barco da Memória, o projecto «Os Nomes, as Vozes
e os Lugares e manifestamos o que, em nossa opinião faltou e
continua a faltar: Financiar assistência jurídica às vítimas e
familiares para apresentar em cada julgado da Galiza demandas contra
o genocídio nazi-franquista; ocultar que em Vigo estava sediada a
Legião Côndor e a presença diretora dos hitlerianos na Base Naval
de Ferrol; esquecer o papel dos cabos e as guarnições dos barcos da
Armada republicana em Ferrol para derrotar o Plano golpista de Mola.
Não fazer homenagem a Francisco Martínez Leira, «Pancho», no
Cemitério de Meã com o Barco da Memória atracado em Mugardos a dez
minutos de distância. Também somos do parecer de que a Ilha de São
Simão não é o melhor lugar para a mobilização maciça do
proletariado e do povo galego precisa para julgar e condenar os
genocídas em listagem elaborada pela investigação pertinente –
grave carência que não se rectifica.
No
relativo à vida e a obra de EGDC demos leitura à suas recensões da
literatura portuguesa com Abílio Guerra Junqueiro, Jaime de
Magalhães Lima e Wenceslau de Sousa Morais.
Acabamos
o programa a comentar o ato contra o genocídio do Marquês da
Ensenada e Fernando VI contra o povo cigano e apelamos para assitir.
Tudo
acompanhado da música e a poesia do Zeca Afonso do seu Album Ao vivo
no Coliseu.