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VITORIOSO COMBATENTE HOUTHI DESCALÇO
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VIDA E OBRA DE ERNESTO GUERRA DA CAL PROGRAMA N.º 27, 5.ª F,
10-IX-2026
Começamos
o programa com a nova da aparição dos restos de algumas das vítimas
do genocídio franquista enterradas nas valas comuns do cemitério de
Serantes em Ferrol; haverá que verificar mas parece que são algumas
das dezaoito fuziladas em 11-X-1936, dentre elas o meu avó, o pai da
minha mãe, Jenaro Baltasar Lopes.
A
seguir comentamos as consequências que tem para a convivência das
pessoas o facto de que haja em Ferrol cerca de treze mil cães
recenseados, particularmente para as da classe operária em bairros
como o de Carança. Denunciamos as campanhas das classes dominantes
fomentando a posse de cães entre o proletariado, nos bairros
obreiros, sabedores dos efeitos negativos que isto produz em termos
de convivência, higiene individual e colectiva. Como mentem a
respeito do cão, palavra cujos significados têm uma conotação
muito negativa. Criam a mística enganosa do amor pelos animais, o
animalismo, mais uma animalada dos capitalistas. Nunca falam da fauna
e a flora e da necessidade de a cuidar, conservar e recuperar. Apenas
falam do cão, ocultando e disfarçando a palavra que tem conotações
tão negativas trocando-a por mascota, animal de companhia e assim
por diante para poder criar nas pessoas um artificial e exagerado
sentimento de amor pelos cães que os torna o centro da sua vida, não
vivem mais do que para o cão, a suprema felicidade, querem mais o
seu cão do que os familiares, filhos, filhas, querem mais o cão do
que as pessoas. Chegaram ao estremo de difundir a superstição de
lhe atribuir ao cão propriedades curativas, terapéuticas. A
idolatria pelo cão torna as pessoas proprietárias em seres que
agridem outras pessoas quando lhes lembram os seus deveres com o cão
em termos de higiene pública e sujeição.
Falamos
do direito ao sossego e a dormir durante a noite na própria morada
que é vulnerado por causa de ruídos fortes e continuados que vêm
de fora da sua morada. Uma questão que em Ferrol dura décadas pela
dita diversão nocturna dos joves e não tão joves, consistente em
ingerir álcool ou se emborrachar em grupo. Os poderes públicos, os
representantes dos capitalistas fomentam o consumo de drogas e álcool
para mais e melhor embrutecer a gente nova e desativar a sua
rebeldia.
As
denominadas festas patronais, todas de carácter religioso, são às
que a Junta de Rueda dou todas as facilidades legais para que
comissões de festas ou associações da vizinhança possam
comodamente organizar umas festas nas que o consumo de droga e álcool
é notável para além do ruído das orchestras e altifalantes dos
feirantes com que as moradas próximas são invadidas tendo como
resultado impedir o descanso e o sono das pessoas que moram nelas.
Todas as comissões de festas organizam solenes missas e procisão
com foguetada, tracas, bombas de palenque e bombas de decibélios das
orchestras durante a noite toda sem que a inspeção de horários e a
medição de ruídos seja controlada pela Concelho de Ferrol que tem
as competências legais. A comissão de festas de Carança às 24h00
lançou coloridos fogos com ruídos alegadamente superiores aos 80 db
sem a pertinente intervenção do Concelho para livrar as pessoas que
moram na Av. do Mar e em Carança do ruído. Onde se sabe que mediram
a intensidade do sonido foi perto do Centro Cívico de Canido talvez
para punir a atividade cultural. As danos que produz o ruído entre
as pessoas são responsabilidade de Natália Muinhos e Rubem, únicos
integrantes da comissão de festas em honor de Santa Marinha na
paróquia de O Vilar também como de aparecer fotografados em La Voz
de Galicia fazendo ostentação do muito que gostam dos calhos; não
sabemos se também gostarão da sopa e da carne assada para
completar a ementa ou menu que no franquismo se servia nas vodas.
Relativamente
às festas de Ferrol, as festas de São Ramão, as festas em honor do
Marquês de Amboage, as festas em honor da escravatura com que se
enriqueceu o marquês, se pode afirmar que violaram o artigo 510 do
código penal do Reino da Espanha Rueda, presidente da Junta e JMRei,
alcaide do Concelho de Ferrol, ambos os dois perpetraram o crime de
ódio contra as pessoas escravizadas e os seus descendentes, contra
os povos e os governos de África e teremos que tomar iniciativas
para que paguem pela sua responsabilidade neste crime. Apelamos para
que as iniciativas sejam apoiadas o mais amplamente possível. Porque
a este crime se tem de acrescentar o crime do investimento de 1,065
milhões de Euros, as duas terceiras partes do Concelho e o terço
restante pela Junta, um atentado contra as pessoas pobres e
vulneráveis que precisam da ajuda pública. Um atentado contra as
pessoas utentes que se estão a mobilizar contra dos serviços
sanitários insuficientes do SERGAS dirigido por «Mengeles» às
ordens do conselheiro Caamanho e de Rueda que abandona e posto de
trabalho, as suas funções como presidente e vai para Madrid de
«varanda» sem sabermos quem pagou as despesas da viagem. Nós
achamos que organizar e mobilizar A UNIÃO dos de das pacientes na
Galiza na defesa dos seus interesses é a tarefa imediata e futura
para democratizar e derrotar os «Mengeles» que tiranizam e estão a
destruir a atenção sanitária desde o SERGAS. Utilizamos como
exemplo a luta dita «das preferentes» na Galiza em que participamos
construindo e organizando a UNIDADE com resultados possantes e
imediatos. Em muito pouco tempo a UNIDADE das organizações
existentes em cada localidade dou como resultado uma contundente
derrota de Rajoy que foi obrigado pela UE com um memorando de
entendimento a tomar as medidas pertinentes para que todas as pessoas
espoliadas dos seus salários poupados recuperassem quase a
totalidade do que era seu. Nós pensamos que este exemplo próprio da
Galiza, nosso, pode ser um referente para que a UNIDADE da luta dos e
das pacientes derrote as «Mengeles» do SERGAS e Rueda.
Continuamos
a leitura da recensão que EGDC fez da literatura portuguesa até a
acabar.
Tudo
acompanhado da música do Zeca Afonso da Edição Comemorativa.