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| EGDC LORCA 1934 |
VIDA E OBRA DE ERNESTO GUERRA DA CAL PROGRAMA N.º 25, 5.ª F,
27-VIII-2026
«Neste
momento dramático do mundo, o artista deve chorar e rir com seu
povo. Há que deixar o ramo de lírios e se meter na lama até à
cintura para ajudar os que procuram lírios». Frederico García
Lorca em El Sol (Madrid) de 10-VI-1936. Lorca foi assassinado pela
barbarie fascista em 18-VIII-1936.
Foi
Lorca um poeta galego? Foi! Foi um poeta galego por vocação
inspirada por EGDC. Frederico amava a Galiza, o seu povo, língua e
cultura. Ele mesmo afirmou em 1933 sentir-se um poeta galego e tem de
ser reconhecido como tal como o reconheceu Anjo Casal ao publicar em
1935 um livro contendo os seus seis poemas galegos.
Nós
achamos que a Galiza tem dívida com Frederico e temos de
corresponder o seu amor por nós. Daí que a FEGDC encorajasse a RAG
para que o denominasse Académico de Honra e dedicasse um Dia das
Letras Galegas a EGDC. O Governo galego e o Parlamento têm de o
reconhecer como poeta galego retirando o nome do genocída António
Rosão Peres a uma sala do Parlamento para lhe dar o nome de
Frederico Garcia Lorca, Poeta Galego.
Ian
Gibson, autoridade em Garcia Lorca, confirma a amizade de EGDC com
Frederico, poeta galego; esta característica de Lorca é ocultada
pelos espanhóis que o reivindicam como vítima do GENOCÍDIO
franquista mesmo algum, meritoriamente, sinalando de pormenor, os
genocídas que coadjuvaram e perpetraram o assassinato de Frederico.
Questão
esta última que Pilar Alhegue realiza, acertadamente, com o
assassinato de Alexandre Bóveda, ao publicar os nomes dos genocídas
que intervieram no crime. Listagem de genocídas, tarefa coletiva na
Galiza, à que estamos obrigados por dever democrático e de justiça,
para os julgar e condenar – e descendentes que não abjurem dos
crimes dos seus ascendentes.
Consideramos
que a convocatória para domingo, dia 30, do denominado Coletivo
Decolonial de Ferrol contra o culto à escravatura do Marquês de
Amboage do Concelho de Ferrol, é um erro. Achamos que tinha de ser o
dia 31, aquando realice JMRei a ignominiosa cerimónia do culto à
escravatura. São horas de autocrítica pública e rectificação dos
alcaides de Ferrol que defenderam esta ignomínia. Jaime Velho,
Vicente Irisarri, Jorge Soares e Mato e os seus partidos respeitivos
tinham de fazer a exigência pública ao JMRei para que cesse as
festas em honor do marquês e manifestar-se às 12h00 do dia 31
perante a estátua para acabar com esta ignomínia.
Denunciamos
que na Galiza as duas terceiras partes das pessoas que estão a
cobrar uma pensão, isto é, mais de meio milhão, cobram menos de
1.221 Euros, como mais um indicador que junto com outros demonstram
que a Galiza é uma verdadeira colónia da Corte como deixou escrito
Faraldo que reproduzimos: «A Galiza, arrastando até aqui uma
existência de opróbio, convertida numa verdadeira colónia da
Corte, vai-se levantar da sua humilhação e abatimento. Esta Junta,
amiga sincera do país, consagrar-se-á constantemente a alargar o
antigo reino da Galiza, orientando proveitosamente os numerosos
elementos que guarda no seu seio, levantando as bases de um futuro de
glória» [reparemos que o antigo Reino da Galiza incluia o norte de
Portugal].
Contra
a monarquia com sede em Madrid levantou-se em armas o povo galego com
Faraldo encabeçando a Revolução de 1846 que alastrou a Portugal.
Foi esmagada no Porto pelo general De la Concha comandando tropas
espanholas.
A
Revolução faraldiana atual tem de ser contra Rueda e a Corte de
Madrid, a monarquia de Filipe VI.
O
futuro da Galiza, em nossa opinião, não é a luta por um novo
Estatuto de Autonomia mas o exercício do direito à insurreição
contra todas as formas de opressão a que está submetida a Galiza. O
respeito à vontade popular galega só virá com o exercício do
direito à insurreição que é ao tempo livre determinação,
independência e soberania da Galiza. A vontade popular galega é que
o Minho não é fronteira, eliminar a fronteira para unir a Galiza e
Portugal com a força do proletariado galego e portuguès organizado
em milícias armadas de ambos sexos.
Continuamos
a recensão de EGDC da literatura portuguesa com Camilo Pessanha,
Fernando Pessoa, Ramalho Ortigão, Francisco Teixeira de Queiroz e
José Francisco Trindade Coelho.
Tudo
acompanhado da música do Zeca Afonso da Edição Comemorativa.