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| EÇA DE QUEIRÓS |
VIDA E OBRA DE ERNESTO GUERRA DA CAL PROGRAMA N.º 21, 5.ª F,
23-VII-2026
ADVERTÊNCIA: NO PROGRAMA COMEÇAMOS A FALAR NO MINUTO 5' e 58''.
«La
seleccion NACIONAL espanhola de futbol campeona del mundo»:
Destacamos a maré de fanatismo espanhol que o alaga tudo promovido
para banho de massas da monarquia e o monarca. O termo NACIONAL
espanhol nega o nacional galego; é um conceito antagónico com o
nosso ser nacional. A seguir comentamos o artigo publicado em Nós
Diário de Jacobe Ferreiro, pseudónimo do historiador José Ramão
Ermida Meilão que enuncia assim o antagónismo nacional espanhol com
o nacional galego: A Galiza que o fascismo não deixou ser. O
fascismo não permitiu o ser da Galiza, genocidou o seu ser durante
90 anos e ainda continua. Foi um genocídio inédito na história do
País e a nós foi-se-nos a cabeça para o Sempre em Galiza (Akal)
onde Castelão escreve na pag. 390 «Por efeito das levas a população
da Galiza baixou em 15 anos (1628-1643) de cento e vinte e cinco mil
famílias a oitenta mil. Quarenta e cinco mil famílias
desaparecidas! Um terço da população galega desaparecida em 15
anos. Descreve com rigor as consequências do genocídio franquista
sobre o povo galego e a sua permanente resistência ao opressor.
Segundo o autor, após 90 anos a estrutura do poder derivada de
aquele genocídio mantem-se intacta nas suas questões fundamentais:
Os descendentes dos vitimários perpetuam-se à fronte dos grandes
poderes do Estado, Exército, judicatura, estruturas empresariais. As
sequelas do genocídio de 1936 em que quiseram matar um país chegam
até hoje.
Denunciamos
o ato de exaltação do nacional-catolicismo franquista em que
tornaram a celebração do Dia do Carmo, Armada, Presidente da Junta,
Rueda, Autoridade Portuária e o Bispo. O caso de Rueda tem especial
gravidade por ser Presidente da Junta da Galiza num Estado
aconfesional com todas as despesas dos intensos fastos religiosos
católicos pagadas com verbas públicas. O caso do Almirante um
contumaz ativista político em favor do franquismo que teria de ser
demitido. O caso do Bispo lembra Franco sob pálio a ser abençoado
pela cúria genocída.
A
vinda a Ferrol da Fiscal Dolores Delgado dou para fazer uma pequena
história das atividades em Ferrol para julgar e condenar o genocídio
franquista com as insuficiências que se perpetuam até hoje: Não
investigar a presença nazi em Ferrol e na Galiza. Negar a
denominação de genocídio às atrocidades franquistas. Não
elaborar uma listagem dos genocídas para serem julgados e condenados
como os do Tribunal Militar Internacional de Nuremberga. A Lei de
Memória Democrática tem graves insuficiências e continua o passo
do tempo sem os familiares das vítimas do genocídio recuperarmos os
seus restos nas valas comuns do Cemitério de Serantes e outros.
Reclamamos
no Dia da Pátria, a pátria de Castelão, isto é: Galiza, Portugal,
O Berço, A Seabra e o Ocidente de Astúrias. Os territórios que
integram a «nação natural» que ele defende REUNIFICAR, fazendo
especial fincapé na REUNIFICAÇÃO DA GALIZA E PORTUGAL como durante
a sua vida defendeu Ho Chi Minh, A REUNIFICAÇÃO DO VIET NAM.
Continuamos
com a obra de EGDC lendo a recensão que ele fez acerca de Eça de
Queirós e de Fialho de Almeida. EGDC também foi pioneiro em
trabalhar como galego a literatura portuguesa que ele considerava
literatura galega. Estamos a falar de 1947, em Nova Iorque, em que o
seu trabalho em inglês foi por nós traduzido sem que saibamos de
mais ninguém que o traduzisse.
Tudo
acompanhado da música do Zeca Afonso do Album Ao vivo no Coliseu.