VIDA E OBRA DE ERNESTO GUERRA DA CAL PROGRAMA N.º 31, 5.ª F, 29-X-2026
O programa emitido na quinta-feira, 29-X-2026, por dificuldades técnicas não foi gravado portanto repetimos a emisão em domingo, 1-XI-2026.
Começamos o programa lamentando as vítimas do massacre ferroviário de Toledo, mais um, dos inúmeros massacres previssíveis e inevitáveis do capitalismo espanhol que afunde as suas raízes no nazismo de Franco e a sua desaforada corrupção com resultado de mortes. Álcool metílico, azeite de colça… Angróis e agora este, são todos o resultado da sanha do lucro. Acabar o capitalismo para acabarem os massacres…
Acabar o capitalismo é a Revolução socialista, a tomada do poder do Estado pelo proletariado organizado em milícias armadas de ambos sexos. Quando falamos disto a resposta mais suave é que não é o tempo; mas o acontecido depois do despejo de Maricarmen Abascal em Madrid e a sua morte demonstra o inesperado. Ninguém esperava uma reação tão massiva da mobilização de massas e os seus efeitos imediatos. No programa marcamos uma sequência dos efeitos, de ondas que chegam a Portugal onde hoje continua a mobilização; e com um acontecimento tão importante como a greve mundial dos estivadores que coloca a questão não apenas da Revolução socialista na União Europeia para destruir a União Europeia de capitalistas e construir a União Europeia do proletariado e as suas Repúblicas socialistas mas a Revolução socialista mundial.
A Revolução socialista mundial é o que guia, o objetivo dos trabalhos de Marx e de Engels, desde o Manifesto Comunista até a O Capital: Proletari@s de todos os países, UNÍ-VOS! Para acabar o capitalismo. Ou o hino da Internacional: Bem unidos agirmos nesta luta final, uma Terra sem amos é a Internacional… Parásitas deixai o mundo...
Esse é o mesmo espirito que guia Lenim e os bolcheviques ao criarem a III Internacional para a Revolução Socialista Mundial. Hoje o espectro não apenas percorre a Europa mas o mundo todo.
A Revolução Comunista de Marx e Engels está nas cabeças de milhões de seres humanos mobilizados hoje no Planeta. E o inesperado, o que ninguém espera, pode acontecer, acontecerá mesmo sem nos dar conta, seremos arrastados pelos efeitos dessa necessidade que cria a guerra mundial dos capitalistas contra o proletariado. O proletariado teremos a necessidade da Revolução Comunista Mundial, teremos a necessidade de ultrapassar a greve mundial d@s estivador@s. E assim faremos. Mas cumpre dizé-lo, PROCLAMÁ-LO!
Demos conta da homenagem a Martinho Montero Santalha em Cerdido pelos seus trabalhos ininterrumpidos de mais de meio século em favor da identidade da língua galega e da língua portuguesa, questão que ficou esclarecida em todos os discursos.
Destacamos a vitória da massiva mobilização de massas em Brasil para a derrota eleitoral do fascismo de Bolsonaro que fuge aos EUA para continuar sabotando a construção de um Brasil mais do proletariado e do povo e dos seus interesses sempre ao serviço do imperialismo ianque.
Outrossim das eleições em Israel. A questão fulcral dos resultados é parar o genocídio sionista contra a Palestina, julgar e condenar Netanyahu e milhões de sionistas, derrotar a sua força aérea e desmantelar o Estado sionista para único Estado palestiniano livre: Free Palestine!
Referenciamos a Resolução da Assembleia Geral da ONU de 12 de dezembro de 1946 em que se define o regime de Franco como fascista pela sua origem, natureza, estrutura, e coduta geral, um regime estabelecido graças às armas de Hitler e Mussolini. Um regime que combateu contra os Aliados, os povos e as nações UNIDAS com a Divisão de Infantaria da Legião Azul, a Legião Espanhola de Voluntários e o Esquadrão Aéreo de Salvador. Um regime que conquistou Tânger, uma cidade com estatuto internacional. Em 26 de julho de 1947, em Estado de Guerra, Franco promulga a Lei de Sucessão. Espanha será um reino e Franco designará o rei. E até hoje...
E o processo posterior de traição à República para favorecer o regime de Franco e a sua entrada na ONU culminada com o sequestro, tortura e assassinato de Jesus Galíndez, desaparecido em Nova Iorque em 12-III-1956, seis dias depois de que visitasse a morada de EGDC. No seguinte dia 13, fora içada a bandeira da Espanha franquista na ONU em Nova Iorque.
Tudo acompanhado da música de Sérgio Godinho do seu Álbum Campolide de 1979.



