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FRANCISCO MARTINEZ LEIRA «PANCHO» |
VIDA E OBRA DE ERNESTO GUERRA DA CAL PROGRAMA N.º 30, 5.ª F,
22-X-2026
O
programa emitido na quinta-feira, 15-X-2026, por dificuldades
técnicas não foi gravado portanto repetimos a emisão em dia
22-X-2026.
Dedicamos
uma boa parte do programa à Homenagem e Lembrança às Vítimas do
Genocídio Franquista realizado no Cemitério de Serantes no meio-dia
do domingo, 11-X-2026. No discurso foi posto em conhecimento das
pessoas assistentes qual é o estado atual da recuperação dos
restos das cerca de 200 pessoas vítimas do genocídio franquista
enterradas nas valas comuns do Cemitério de Serantes após Histagra
fazer uma «cata» na que apareceram os restos de três das vítimas
em quarta-feira, 9-IX-2026. Dois dias depois acabaram a procura e
cobriram tudo. A continuidade dos trabalhos para recuperarmos os
restos de todas as vítimas cessou e tudo parece mais um engano como
o acontecido no Cemitério do Vale. Muito boreo mediático e zero
restos recuperados para entregar aos familiares das vítimas.
A
Associação da Galiza de Vítimas do Genocídio Franquista
representada por Manel Zebral quis esclarecer que em 8-XI-2022 foi a
primeira em se dirigir por vias oficiais ao Secretário de Estado da
Memória Democrática para que implementasse a Lei 20/2022 de 19 de
outubro de Memória Democrática abrangendo a totalidade de Ferrol e
as suas singularidades das quais sinalávamos a presença dos nazis
em Ferrol, na Sociedade Espanhola de Construção Naval, dirigidos
pelo Capitão-de-corveta da Kriegsmarine Johannes Jurgen Strauch para
armar barcos de uso civil que a Armada franquista sequestrava em atos
de pirataria também como os vasos de guerra franquistas, Canárias e
Baleares em armamento, e os outros com base em Ferrol, e o seu
determinante papel na derrota das forças militares da República
dita espanhola. Eis onde reside a importância de Ferrol com a Base
Naval de Marim que era uma dependência de Ferrol também como a base
de Riba-de-Eu subordinada a Ferrol.
Outra
das singularidades sinaladas foi que os cabos e as guarnições dos
cruzadores com base em Ferrol, Liberdade e Miguel de Cervantes, e o
coiraçado Jaime I, organizados clandestinamente, derrotaram de armas
na mão os oficiais golpistas do «Cuerpo General» e derrotaram o
Plano de Mola que previa entrar em Madrid em 25 de julho de 1936.
Destacou BENJAMIM BALBOA.
Uma
outra foi a das vítimas do genocídio franquista enterradas nas
valas comuns dos cemitérios de São Mateu e o Vale situados fora de
Ferrol, no Concelho de Narão.
Outrossim
o genocídio franquista produzido pelo amianto entre o operariado dos
estaleiros navais que tem de ser reconhecido e não apenas.
Também
declarar como vítimas do franquismo as organizações guerrilheiras
existentes na Galiza e Portugal e todas e cada uma das pessoas que
nelas participaram como guerrilheiras ou guerrilheiros,
colaboradores, colaboradoras, enlaces e tudo o que hoje é conhecido
particularmente declarar a Guarda Civil como organização genocída
e a dissolver e todos os seus arquivos serem abertos para impedir a
impunidade da que gozam depois dos inúmeros crimes e atrocidades
perpetradas contra o proletariado e o povo galego e português como
no caso de Cambedo da Raia e não apenas. Tudo o qual levaria a
declarar Salazar e o salazarismo e a PIDE como genocídas. Francisco
Martínez Leira, «Pancho», operário da EN Bazan antes de ser
guerrilheiro terá de ser reconhecido, ele e os familiares, como
vítimas do franquismo e recuperado e restituído tudo o que lhes foi
espoliado – tem de deixar de ser secreta a documentação relativa
aos estaleiros navais da EN Bazan e Navantia Ferrol e ASTANO Navantia
Fene. E todas as pessoas que como «Pancho» entregaram generosamente
a sua vida na luta contra um regime hoje declarado ilegal mas não
julgado pelo crime de genocídio que nunca prescreve. Genocídio
encabeçado por Hitler, Mussolini, Franco e Salazar e não apenas.
Teria de ser investigada, julgada e condenada a participação neste
crime da Inglaterra, a França, os EUA, a Argentina e outros mesmo a
Liga das Nações.
Outrossim
acerca da Legião e os ditos Regulares. Terão de ser declarados
corpos genocídas e dissolvidos. Acompanhados pela Infantaria de
Marinha que em Ferrol perpetrou genocídio.
Tudo
foi alegado pela Associação da Galiza de Vítimas do Genocídio
Franquista em 9-V-2026 para ser incluído na Resolução que declara
a CIDADE de Ferrol lugar de Memória Democrática.
Falámos
da homenagem a Martinho Montero Santalha, declarado pelo Concelho de Cerdido «Filho Predilecto de Cerdido», homenagem que se realizará ali em
sábado, 24-X-2026. Destacamos que Martinho merece ser declarado
Filho Predilecto não de Cerdido mas da Galiza; merece ser
reconhecido como académico pela RAG e que lhe publique as suas obras
completas. Outrossim o Governo e o Parlamento galego.
Marinho
merece o reintegracionismo UNIDO lançar uma campanha de recolhida de
assinaturas para uma Proposição de Lei que reconheça o português
ser língua oficial da Galiza e quaisquer outra iniciativas para esse
fim.
Tudo
acompanhado da música de Sérgio Godinho do seu Álbum Pano-Cru de
1978.